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Cartas que não chegam e o calendário escolar no Brasil

Praia do Forte, Estado da Bahia
(Fotografia de Laponet)

Onde é que lá vai o nosso Verão? Do outro lado do oceano, no Brasil, falta pouco tempo para o Verão chegar, más já podem tomar banho...


Pelos vistos, queixam-se os dez correspondentes do CEFET de Bento Gonçalves, no estado brasileiro de Rio Grande do Sul, dos correspondentes espanhóis do Montijo, e eu acho que com razão. Eles todos já escreveram e até ontem apenas dois deles tinham recebido carta de Espanha. O que foi? Os brasileiros terminam com as aulas em poucos dias (28 deste mês) até voltarem em Fevereiro porque vão começar as suas férias de Verão! Estão a ver? Vai ter que ficar tudo para o próximo ano lectivo deles, meninos e meninas? 


Como são, pois, as estações do ano nesse imenso país?

As estações do ano no Brasil são assinaladas oficialmente nos dias dos solstícios e nos dias dos equinócios. Como o Brasil está (quase totalmente) no hemisfério sul, a primavera inicia-se em setembro, o verão em dezembro, o outono em março e o inverno em junho.

Entretanto, as quatro estações propriamente ditas só existem de fato na Região Sul, no Estado de São Paulo e nas regiões serranas de Minas Gerais e do rio de Janeiro, que ocupam pouco mais de 15% do território. Na Amazônia não há variação significativa de temperatura e pluviosidade durante o ano todo, por isso na prática não há estações do ano. Nas demais regiões, existem apenas duas estações: a estação chuvosa e a estação seca.

É assim: as aulas começam em Fevereiro e acabam em Novembro. As férias grandes são em Dezembro e em  Janeiro, mais uma pausa escolar em Julho. O que acham?

Deixo cá uma ligação para verem melhor.


(Dados da Wikipédia adaptados)



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Sou um guardador de rebanhos - Fernando Pessoa



Sou um guardador de rebanhos.
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.
Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.
Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao cumprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz.
- Fernando Pessoa pela voz de Alberto Caeiro
Vocabulário:
Rebanho (rebaño), olho (ojo), ouvido (oído), cheirar (oler), cheiro (olor), gozar (disfrutar), deitar-se (echarse, acostarse), quente (caliente)

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O caminho e o tempo


Diz Curozero Muando, coveiro, personagem do romace de Mia Couto Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra:

O bom do caminho é haver volta. Para ida sem vinda basta o tempo.



(Agradeço ao Javier F. ter-me dado a conhecer este livro, que tive vários meses em casa até começar a lê-lo e arrepender-me logo de o não ter feito no mesmo dia em que ele me emprestou as palavras de Mia Couto).


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Desafio de vocabulário

O nome relativo ao verbo adquirir é aquisição. E qual o nome relativo aos seguintes verbos?


- assumir
- convencer
- interceder
- manter

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Um artista português: Mário Vitória



Mário Vitória nasceu em Coimbra em 1983. Vive e trabalha em Sheffield (Inglaterra). Durante o percurso académico realizou estudos intermédios em Lyon (França) e Bolonha (Itália). Licenciou-se na faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto onde actualmente é discente do Mestrado em Práticas e Teorias do Desenho. Das suas exposições individuais recentes destacam-se a exposição na Galeria Minimal (Porto 2007), Galeria do Museu Nogueira da Silva (nomes novos para coisas antigas, Braga 2007), e na galeria Nuno Sacramento (o guardador de rebanhos, Aveiro, 2008).


He was born in Coimbra in 1983. lives and works in Sheffield (England). his accademic graduation it was accompanied with intermediated studies in Lyon (France) and Bologna (Italy). Graduated at the university of Fine arts of the University of Oporto where now he studies for the Master’s degree in Practices and Theories of Drawing. Recent individual exhibitions: Minimal Gallery (Porto 2007), Gallery of Museum Nogueira da Silva (new names for old things, Braga 2007), and in the Nuno Sacramento Gallery (the shepherd of flocks, Aveiro, 2008).


(Fonte. http://mariovitoria.wordpress.com)


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Bauínia de Flor Vermelha, a flor de Hong Kong

Jardim Cidade das Flores, na Taipa.

«Foi pela primeira vez observada em 1908 por um padre da Missão Francesa de Pok Fu Lam, tendo sido identificada e divulgada pelo botânico Dunn, que foi Conservador do Herbário de Hong Kong. Por ter sido encontrada em Hong Kong, esta espécie foi "baptizada" com o nome de blakeana, em honra de Sir Henry Blake que, de 1898 a 1903, foi Governador do vizinho Território.
De referir ainda que, em 1965, esta espécie foi escolhida como símbolo floral de Hong Kong, encontrando-se estilizada na bandeira da actual Região Administrativa Especial de Hong Kong.» (Wang Zhu Hao, Árvores de Macau, vol. II).


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Concurso "Tudo isto é Portugal"

Segunda entrega

Lugar


Foi um cidadão italiano, de Roma, chamado António Canevari, quem me construiu entre 1728 e 1733 para substituir uma outra que tinha sido erigida em 1561.
Além do
relógio que se vê na fotografia, dentro de mim estão os sinos, que soam nos principais rituais da universidade (uma das mais antigas do continente europeu) à qual pertenço.
O lugar onde foi edificada é, actualmente, um dos principais destinos turísticos de Port
ugal e cada ano visitam este belo espaço cerca de duzentas mil pessoas, além de muitos estudantes que por esta via latina andam, embora não possam subir os degraus que eu possuo.
Muitos destes turistas ficam surpreendidos quando aprendem que, além do meu nome oficial, tenho uma alcunha com nome de animal.

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Notícias de saúde

Tribunal autoriza fim da alimentação artificial de mulher em coma.


Veja o vídeo

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Comer com os olhos


olhos_carlosaraujo_blogSignificado: Apreciar de longe, sem tocar; cobiçar; observar com desejo.

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"Passa, ave, passa, e ensina-me a passar!"

Este céu é de Alter do Chão

Do mestre Alberto Caeiro, um dos mais belos poemas:

Antes o voo da ave, que passa e não deixa rasto,
que a passagem do animal, que fica lembrada no chão.
A ave passa e esquece, e assim deve ser.
O animal, onde já não está e por isso de nada serve,
mostra que já esteve, o que não serve para nada.


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As bocas do mundo



Era uma vez um homem velho, que tinha na sua companhia um neto, filho de uma sua filha já falecida, como falecido era o marido desta. Teve o velho de ir a uma feira vender um burro, e como o neto era rapazola, muito turbulento, não o quis deixar sozinho em casa, e levou-o consigo. O jumento era já adiantado em anos e o velho para o poupar resolveu levá-lo adiante, caminhando a pé avô e neto. Passaram por um lugar onde estava muita gente a brincar na estrada. Ao verem o velho, o neto e o burro à frente, disseram:- Olhem aqueles brutos! Vão a pé atrás do burro que nem repara na tolice dos donos. Então o velho disse ao neto que se pusesse em cima do burro (...)


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Numerais cardinais

o (zero) 1 (um/uma) 2 (dois/ duas) 3 (três) 4 (quatro) 5 (cinco) 6 (seis) 7 (sete) 8 (oito) 9 (nove) 10 (dez) 11 (onze) 12 (doze) 13 (treze) 14 (catorze) 15 ( quinze) 16 (dezasseis) 17 (dezassete) 18 (dezoito) 19 (dezanove) 20 (vinte) 21 (vinte e um/uma) 22 (vinte e dois /duas) 30 (trinta) 40 (quarenta) 50 (cinquenta) 60 (sessenta) 70 (setenta) 80 (oitenta) 90 (noventa) 100 (cem)

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Ao ritmo da Lusofonia

A dança também pode ser uma boa oportunidade pedagógica para se aprender a língua portuguesa, e foi isso que o CPR de Brozas fez, inserido no projecto “Uma viagem pela Lusofonia”, ao trazer a Professora de Dança Elsa Aleixo para uma aula prática de danças tradicionais de vários países em que se fala português.

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valter hugo mãe em Badajoz


Hoje é dia 13. Ainda faltam dois meses para o dia 13 de Janeiro, mas anunciamos para esse dia a presença na cidade de Badajoz do escritor, editor e artista plástico valter hugo mãe, que lera os seus versos na Aula Díez Canedo (dado não usar maiúsculas nos seus textos, transcrevemos assim o nome dele).

Para começar, dados biobibliográficos retirados da página do autor:

valter hugo mãe nasceu em Angola, Saurimo, em 1971. Passou a infância em Paços de Ferreira, vive em Vila do Conde desde 1981. Licenciado em Direito, pós-graduado em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea.

Vencedor do Prémio José Saramago com o romance o remorso de baltazar serapião, Quidnovi, 2006, sobre o qual José Saramago disse: «Este livro é um tsunami, não no sentido destrutivo, mas da força. Foi a primeira imagem que me veio à cabeça quando o li. [...] Quando foi publicado? E os sismógrafos não deram por nada? Oh, que terra insensível: este livro é uma revolução. Tem de ser lido, porque traz muito de novo e fertilizará a literatura. Por vezes tive a sensação de estar a assistir a um novo parto da língua portuguesa.».

Autor também do romance o nosso reino, Temas & Debates, 2004, considerado pelo Diário de Notícias o melhor romance português editado nesse ano.